terça-feira, 27 de maio de 2008

Nossos Atos


A conseqüência de nossos atos é na grande maioria das vezes somente nossa, tudo que fazemos tem a autorização prêvia de nós mesmos, não podemos culpar ninguém pelos nossos atos, a historia já demonstrou isso diversas vezes, nossa historia já nós mostrou isso.
Sabemos que nossa maneira de agir está diretamente ligado ao nosso consciente e principalmente ao nosso subconsciente e quanto a isso, pouco podemos fazer, pois não temos acesso, ou pelo menos nenhum acesso imediato e de forma consciente e que possamos decidir sobre o que fazer, mas de bate - pronto não, não temos acesso ao nosso subconsciente, temos sim o reflexo dele e que poucas vezes nós atribuímos ao mesmo. Mas falando novamente de nossos atos, somos sim! Responsáveis por todos eles, sem nenhum tipo de desculpa, sem choro ou qualquer coisa que lembre algum tipo de lamentação, nossos atos nos fazem heróis, nos condenam, fazem o arrependimento crescer, a agonia, o choro, a alegria e todos outros adjetivos que quisermos colocar aqui, nossos atos são o reflexo daquilo que queremos mostrar na sociedade, se queremos atingir alguém é através de uma atitude verbal ou física, se queremos apenas mostrar alguma coisa, teremos que tomar uma atitude e este atitude trás conseqüências e estas conseqüências podem ter dimensões que às vezes fogem do nosso controle e ter alguma coisa fora do controle não é algo muito agradável, e a própria historia mais uma vez nos mostra isso.
O que eu quero dizer com tudo isso?
Que o que vivemos hoje, nada mais é que um muro de lamentações recheados de mortes, fome, miséria, guerra… Muita guerra, e que este muro foi construído por conseqüências de nossos atos, de atitudes inconseqüentes, atitudes tomadas por poucos em um mundo de bilhões, atitudes que salvam os interesses, não as pessoas, atitudes que não precisariam ser tomadas e que infelizmente foram e que como desculpa muitas vezes ouvimos: foi necessário para o desenvolvimento da humanidade.
Triste? Sim, muito triste, porém isto tudo é a realidade com um toque refinado de ganância, o homem armou sua própria armadilha e quem vai nos salvar? Pois bem. Não queremos ser salvos, por que a salvação exige julgamento e isto, é inaceitável para o homem, queremos a morte, lenta e dolorosa e se não queremos, nossas atitudes demonstram o contrário.
Independente do coletivo que não anda muito bem, se nossos atos forem feitos com certa prudência, talvez tenhamos uma vida melhor, (o mundo é o caos, e se eu realmente desse crédito para o apocalipse, eu diria que os cavaleiros estão chegando e que nós os convidamos para a grande festa que é a vida.) tenhamos uma vida regrada onde possamos pensar, ou melhor, repensar nossas atitudes e o quanto elas podem ser aproveitadas ou não, a vida não para, caminhamos sempre para o futuro que muitas vezes faz o presente não existir, faz o passado parecer antiquado e nos faz tomar decisões precipitadas, portanto pensem bem nas conseqüências de seus atos, eles são seu cartão de visita para uma vida menos infeliz.

Texto: Francisco Escobar
Obra: Cândido Portinari - Família de Retirantes.

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