sexta-feira, 13 de junho de 2008

Santo casamenteiro



Está em busca de um amor? Peça uma forcinha para Santo Antônio! =]

O Dia dos Namorados passou e, como sempre, foi ótimo para uns e horroroso para outros. Mas para esses que sobram - e que não estão gostando nada dessa condição -, o dia seguinte é a vez de tentar o desencalhe pedindo ajuda ao bom e velho santo casamenteiro. Mesmo em tempos de busca eletrônica por namorados e relacionamentos virtuais, Santo Antônio continua firme e forte na tradição de desfazer solteirices indesejadas. Quem já apelou para ele, garante que, com fé, até o pior dos encruamentos se resolve. E, como a exemplo do chefe, santos também costumam escrever certo por linhas tortas, alguns milagres podem até demorar, mas não falham.

Quem foi Antônio?
Santo Antônio de Pádua, também conhecido como Santo Antônio de Lisboa, nasceu na capital portuguesa, em 1195, e se chamava, na verdade, Fernando. Quando, aos 25 anos, ficou sabendo que cinco franciscanos haviam sido martirizados no Marrocos por terem tentado evangelizar infiéis, largou o dinheiro e a influência de sua família para se tornar um missionário. Morreu cedo, aos 36 anos, e foi canonizado pelo papa Gregório IX, em 1232. Acabou se tornando um dos santos mais populares do mundo, principalmente nos países latinos, onde ele ganhou a tal fama de casamenteiro, embora não se saiba exatamente o porquê.
Em Minas Gerais, conta-se a história de uma jovem tão bonita quanto cansada de esperar por um bom partido, que foi ao santeiro de sua cidade e comprou uma imagem de Santo Antônio. Depois de colocá-lo no oratório e enchê-lo de paparicos e promessas por meses, mas sem sair do encalhe, a menina perdeu a paciência e arremessou a estátua pela janela. Qual não foi a sua surpresa ao, pouco depois, atender à porta um cavaleiro bonito, forte e charmoso que, com um galo na cabeça, queria saber de onde havia partido o santo voador. Nem é preciso dizer que, depois dessa, viveram felizes para sempre.

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