quinta-feira, 7 de maio de 2009

Tá quente... tá frio

Existe gente friorenta e outros que nem ligam quando os termômetros caem. Isso depende do organismo de cada um. Aprenda a controlar a temperatura do seu corpo com banhos e alimentos energeticamente quentes ou frios e fique confortável neste inverno.
Espero que gostem da dica.
Namastê ;)



Mesmo que o inverno chegue manso, algumas pessoas sofrem muito com a mudança de temperatura. São as friorentas por natureza. Sensíveis ao frio, recorrem a tudo que possa aquecer o corpo. Mas o termômetro interno varia. Os dias de temperatura amena são perfeitos para quem sente muito calor.

Ter mais sensibilidade ao frio ou ao calor é uma característica de cada um de nós. Já nascemos com essa informação, definida pelo metabolismo, energia dos órgãos internos e emoções. Na medicina tradicional, a sensibilidade ao frio está relacionada ao ritmo com que o sangue corre pelas veias. "Quando lento, a pessoa se ressente facilmente da falta de calor", explica Sohaku Bastos, reitor da Universidade Internacional de Medicinas Complementares, no Rio de Janeiro.

Para a medicina tradicional chinesa, o frio é proveniente da energia baixa (ou yin) nos rins. "Não é um problema, mas a natureza de cada pessoa", avisa o médico acupunturista Robinson Fernandes de Camargo, do Instituto Paulista de Medicina Chinesa. Essa energia só se torna perversa caso abaixe excessivamente por conta de alimentação inadequada, grande desgaste físico ou outro desequilíbrio orgânico. "Dor lombar e nas articulações, desânimo e depressão também são problemas desencadeados pela queda da energia yin", completa Camargo. Frutos do mar, peixes de águas profundas (lingüado, atum e salmão) e raízes (inhame, mandioca) aumentam a energia yin, mantendo os rins aquecidos. "Temperos energeticamente quentes, como gengibre, pimenta e canela em pau, estimulam o calor interno do organismo", ensina o médico.

Os calorentos têm a circulação sangüínea mais ativa. No inverno, quando se submetem a fontes extras de calor, podem superaquecer o organismo. A sensação passa a ser desagradável, mas, apesar disso, devem evitar banhos frios e alimentos gelados. "Isso pode desencadear gripe ou dores nas articulações", diz a endocrinologista e acupunturista Maria Teresa Ivanoff, da Kyron Medical Center, em São Paulo.

Sangue quente


Pessoas com tendência a crises nervosas e acessos de raiva costumam ter o corpo mais quente. "Essas são emoções que aceleram levemente os batimentos cardíacos, fazendo o sangue circular mais rápido e, assim, aquecendo o corpo", explica Sohaku. Para os orientais, a raiva corresponde ao elemento madeira, que gera o fogo, ligado ao coração e ao fluxo sangüíneo. Para a medicina ayurvédica, milenar prática indiana, são pessoas pertencentes ao dosha (tipo) pitta, o fogo, predominante entre morenos, ativos e coléricos. "O pitta exacerbado tem calor corporal excessivo, apresentando aversão ao verão e ao sol", diz Helga Viktoria Fisher, do Núcleo de Revitalização e Bioequilíbrio Viktoria Garten, em Itapecerica da Serra, SP.

Medo e depressão têm efeito contrário: resfriam o corpo porque dificultam a circulação do sangue, especialmente nas extremidades. Mãos e lábios ficam frios ao menor sinal de perigo ou tristeza. São pessoas do tipo vata, o ar, mais comum entre os mais magros e ligados à espiritualidade.

O terceiro tipo é o kappa, correspondente aos elementos água e terra, quase sempre presente entre as pessoas de físico grande e tranqüilas, propensas a ter mais frio que calor.

Fonte:
http://bonsfluidos.abril.com.br

Imagem:
Inês

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