quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Shivaísmo (Xivaísmo)

O Śaivismo ou Śivaísmo (Xivaísmo), é a mais antiga das quatro seitas do Hinduísmo. Os adeptos do Śivaísmo, chamados Śivaístas (Xivaístas), reverenciam Śiva (Xiva) como Ser Supremo. Os Śivaístas acreditam que Śiva é o todo e está em tudo, como criador, preservador, destruidor, e aquele que revela e protege tudo o que existe.

História

É muito difícil determinar o início da história do Śivaísmo. Axel Michaels explica a complexa natureza do Śivaísmo: Tal como Vişņu, Śiva é a suprema divindade e dá seu nome a inúmeras seitas e concepções religiosas. O Śivaismo implica também uma unidade que não pode ser claramente percebida na prática religiosa nem na filosófia ou na doutrina esotérica.
A documentação formal da história religiosa do Śivaismo, em oposição à evidência arqueológica ou citações das escrituras, é incluída nas seguintes observações de Gavin Flood: A formação das tradições Śivaístas, como nós as entendemos, ocorreu entre 200 AC a 100 DC. Os dois grandes épicos, o Mahabharata e o Ramayana contêm muitas histórias tanto de Śiva como de Vishnu, e existem referências ao primitivo Śiva como asceta no Mahabharata. O Śvetāśvatara Upanishad (400 - 200 AC) é o mais antigo texto filosófico que descreve sistematicamente a filosofia do Śivaísmo. De acordo com Gavin Flood, este texto propõe: "... uma teologia que eleva Rudra ao status de Ser Supremo, o Senhor (sânscrito: Īśa) que é transcendente e, ainda, tem funções cosmológicas, assim como Śiva nas tradições posteriores"


Grandes Escolas

O Śivaísmo é composto de muitas escolas que apresentam variações regionais e grandes diferenças filosóficas:
O Śivaismo Pashupata: A seita dos Pashupatas (sânscrito: Pāśupatas) de origem desconhecida, possivelmente de 4000AC) é a mais antiga forma do Śivaísmo. Os Pashupatas eram ascetas residentes, principalmente, nos estados do Gujarat, Caxemira e Nepal.
Kashmir Shaivism. O Śivaísmo da Caxemira, codificado por Vasugupta (800 DC), é uma escola ‘abheda’, fundamentalmente monista, conhecida como Pratyabhijna Darshana que explica a criação da alma e do mundo como centelhas emitidas por Śiva em seu primeiro impulso dinâmico. Como (Self) alma de tudo, Śiva é imanente e transcendente, real, porém abstrato criador, preservador, e destruidor.
Śaiva Siddhanta: No teísmo monista do Rishi Tirumular (200 DC), Śiva é causa eficiente e material, imanente e transcendente. A alma, criada por Śiva está destinada a se fundir nele próprio. No realismo pluralista de Meykandar (1200 DC), Deus, a alma e mundo, são incriadas e eternamente coexistentes. Śiva é causa eficiente, mas não a material.
Siddha Siddhanta: desenvolvido pelo Rishi Gorakshanatha (950 DC). É um sistema monista conhecido como bhedabheda, que considera Śiva tanto imanente como transcendente. Śiva é, simultaneamente, causa eficiente e material. A criação e o retorno final da alma e do cosmos para Śiva são comparados a bolhas que emergem e retornam para a água.
Lingayatismo: Popularizado por Basavanna (1105-1167), esta versão do não-dualismo qualificado, Shakti Vishishtadvaita, aceita tanto a diferença como a não-diferença entre a alma e Deus, como são os raios para o sol. Śiva e a força cósmica formam uma unidade, embora Śiva esteja além da sua criação que é real não ilusória.
Śiva Advaita: Este teísmo monista, formulado por Srikantha (1050 DC), é chamado de Śiva Vishishtadvaita. A alma não é, em última análise, a perfeita unidade com Brahman, mas partilha com o Supremo todas as suas diversas qualidades. Appaya Dikshita (1554-1626) tentou reduzir esta união a uma identidade absoluta - Shuddhadvaita.

Culto domésti
co

Em geral, as pessoas veneram Śiva em casa. Elas possuem pedras naturais em forma de lingam, instrumentos para as cerimônias de oferendas de flores e alimentos (Nivedhanam)

Adi Shankara:
O Smartismo é uma forma do Hinduísmo que dá ênfase a um grupo de cinco (ou seis) divindades, em vez de apenas uma única divindade. O "culto das cinco formas" (pañcāyatana pūjā), é um sistema que foi popularizado por Adi Shankara (788 - 820 DC). A tradição Smārta recorre a cinco divindades Śiva, Ganesha, Vishnu, Devī, e Sūrya. Este sistema foi proposto por Śaṅkarācārya, principalmente, para unificar as principais seitas hinduístas através de algumas divindades comuns. A filosofia monista propagada por Śaṅkarācārya possibilita a escolha de uma delas como principal divindade e, ao mesmo tempo, permitir o culto às outras quatro divindades como as diferentes formas de Brahman que tudo permeia. O Dig-vijaya de Shankara menciona seis seitas Śivaístas existentes em sua época, mas que, ainda, estavam em processo de organização.

Fonte:
Shaivism: Wikipedia
History do Shaivism: Wikipedia
Saivism.net


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