quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Inutilidade da raiva

[...] A raiva, definida como uma inundação da mente por sentimentos violentos e agressivos, que naturalmente leva à hostilidade e conflito, é condenada no budismo como em nenhuma outra tradição religiosa.

Mesmo a chamada raiva justa, tão frequentemente defendida quando tem a injustiça e o abuso como alvo, é totalmente condenável se isso envolve a perda do controle em uma onda de paixão incontrolável e destrutiva.

Com exceção de uma indignação puramente externa e artificial, com propósito educacional -- que tem a compaixão como motivação e é representada por alguém com a mente sob controle -- a raiva não tem absolutamente nenhum lugar no esquema do desenvolvimento espiritual.

Ela é totalmente maléfica ao treinamento da mente e irá arruinar e aniquilar em um instante todo progresso e mérito acumulado.

Grupo de tradução Padmakara
na introdução do livro "The Way of the Bodhisattva"
de Shantideva (Índia, séc. VII)

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